Elige los tags que mejor te definan:

Como a COVID-19 tende a mudar o comportamento de consumo

Por Nae — 11 de maio de 2020

Com a mudança de alguns padrões dos consumidores, surge um novo normal da qual os produtos e serviços terão de incorporar após o período de pandemia

Diante do impacto iminente desencadeado pela COVID-19 nos últimos dias, já é possível observar que estes resultados se refletem – e refletirão – naturalmente nos hábitos e comportamentos de consumo. Essa transformação pode e deve ser considerada como o novo normal em muitas situações do futuro pós-pandemia.

Marcas que passaram a se posicionar em prol da minimização dos impactos da pandemia terão que continuar com suas boas ações mesmo depois que o coronavírus estiver erradicado. A medida que os consumidores mudam para adotar novos comportamentos e hábitos, eles se apegam às marcas da qual confiam para passar com elas pela crise.

Assim como tantas organizações e artistas estão transformando eventos ao vivo em virtuais, o mesmo ocorre com os consumidores que estão se adaptando à digitalização do cotidiano. Consumidores mais velhos podem ter enfrentado dificuldades ​​com o consumo online, mas a COVID-19 os forçou a aderir a este modelo. Quando entram na nova rotina e se acostumam com a facilidade de entrega à sua porta, esses compradores podem não ver necessidade de voltar ao antigo perfil físico de consumo.

Do perfil de trabalho, trabalhadores de escritório podem continuar a mudança para locais mais remotos. Os empregadores podem se beneficiar porque os funcionários estão gastando menos tempo para viajar, tendo mais tempo para trabalhar — além de ficarem menos estressados. Os trabalhadores também terão mais controle para gerenciar suas funções como pais e cuidadores, com a opção de trabalhar em casa.

Com relação ao consumo de conteúdo, que já vinha apontando crescimento, o espaço é ainda maior agora. Netflix, YouTube, Fortnite, além das redes sociais como Instagram, Facebook, TikTok, Pinterest, etc., passam a ganhar mais notoriedade no share of time de nossas vidas. Já o modo de se entreter presencialmente, como cinema, teatro, shows, está literalmente suspenso por tempo indeterminado. Depois de passada a crise, isso vai ter mudado a forma como lidamos com essas plataformas, mesmo aqueles mais resistentes à tecnologia.

E no meio de todo este cenário de consumo, os consumidores estão também atentos às marcas que demonstram responsabilidade social nesse momento crítico. É nessa hora que o tão propagado propósito é colocado à prova. Não é um momento fácil para a maioria das empresas, mas é preciso ter empatia social e visão de longo prazo.

O consumidor sabe que algumas empresas são maiores que muitos Estados e pretende cobrar suas responsabilidades corporativas perante a sociedade, especialmente num momento onde suas contribuições são tão importantes. Não é preciso, contudo, ser uma empresa, ou ainda, grande, para contribuir – basta encontrar a sua forma, nem que seja apenas ficando em casa ajudando a conter o ritmo de propagação deste vírus, que esperamos que fique no passado, em breve.

Jaqueline Soares
jaqueline.soares@nae.global

Suscríbete a nuestra newsletter

Suscríbete a nuestra newsletter mensual