Escolha as tags que melhor definem você:

Caso de estudo

Benefícios e fatores de sucesso de um plano estratégico para smart cities

Por Rafael Menchero — 21 de novembro de 2018

As cidades passaram a ter um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico devido à concentração de população que representam

O protagonismo que as cidades assumiram durante os últimos tempos as põe frente a frente com grandes desafios de sustentabilidade da sociedade. Tal como indicamos em um artigo sobre ambientes smart, a inteligência e a tecnologia impulsionam o desenvolvimento urbano, de modo que as cidades inteligentes apontam para ser a solução ao irrefreável crescimento demográfico que estão experimentando.

As cidades inteligentes devem dirigir-se a um modelo horizontal que unifique infraestruturas e reaproveite capacidades. Um modelo eficaz, eficiente e econômico escalável e que ao mesmo tempo facilite o crescimento e a propagação dos serviços inovadores

Ao propor um projeto de smart city, é fundamental adequá-lo à realidade específica de cada cidade, entendendo os aspectos que podem torná-la diferenciada e assim potencializá-los. As iniciativas devem adaptar-se a seu tamanho, suas possibilidades e seus principais interesses.

Em nível de sustentabilidade econômica, requer-se inovar no modelo de governança e de gestão de serviços públicos para se conseguir reduzir o custo através de um modelo mais eficiente e muito ligado a adotar uma cultura responsável com os recursos naturais e o meio ambiente.

Cabe destacar que, devido à situação atual, o avanço tecnológico, a inovação e a conectividade se apresentam como soluções que facilitam o desenvolvimento de cidades com maior qualidade de vida. Oferecer uma cidade como uma plataforma permite que terceiros, sejam empresas ou os próprios cidadãos, possam ajudar a resolver os principais problemas do ambiente urbano e criar emprego.

Marco de referência para a transformação em smart city

Na Nae tomamos como base o modelo do Observatório Nacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação (ONTSI), que consta dos seis âmbitos seguintes:

As chaves para um plano estratégico

A tecnologia habilita o desenvolvimento de múltiplas iniciativas, mas é o plano estratégico o elemento que permite à Administração definir seus objetivos a curto, médio e longo prazo e impulsionar e dar coesão às iniciativas que dele se derivem.

O desenvolvimento do plano estratégico de uma smart city articula-se em três fases:

Análise

Interno: compreensão do modelo atual e das iniciativas em curso, incluindo a elaboração de pesquisas de diagnóstico.

Externo: tendências e casos de sucesso no desenvolvimento de smart cities.

Estratégia

Integração da estratégia local com a estatal.

Identificação de iniciativas individuais a desenvolver.

Revisão de aspectos legais, modos de prestação de serviços e modelos tecnológicos.

Planejamento

Análise do impacto das iniciativas, objetivos e custo estimado.

Priorização de ações e roteiro.

Partindo do resultado do diagnóstico, estabelecer-se-á uma visão estratégica, os âmbitos de seu enfoque e os objetivos estratégicos concretos, assim como os modelos de gestão e evolução associados e os indicadores estratégicos impactados.

Una vez compartilhada e aceita tal situação, elabora-se de maneira conjunta com a Administração seu mapa de objetivos estratégicos a cumprir como smart city. Com os objetivos estratégicos combinados, a Administração pode enfrentar com garantias a elaboração de seu roteiro.

Um exemplo de planejamento estratégico de uma cidade inteligente é o caso de Cartagena (Espanha), onde todas as áreas da prefeitura participaram de sua elaboração para assegurar o sucesso do projeto.

Quais são os benefícios de definir objetivos estratégicos?

Melhores práticas: A análise da situação inicial e o benchmarking de tendências e experiências similares garantem a adoção das melhores práticas.

Customização: O plano estratégico permite adaptar-se às necessidades e particularidades da cidade, potenciando assim seus aspectos diferenciados.

Visão compartilhada: A redação do plano favorece a visão compartilhada no conjunto da administração.

Definição eficaz: A correta definição de objetivos é fundamental para identificar impactos cruzados e guiar o projeto para a visão definida.

Quais são os fatores de sucesso?

Participação: a participação das áreas principais da Administração é crucial para o projeto ser compartilhado e apoiado não só em nível departamental mas também municipal.

Comunicação: um projeto de smart city afeta a totalidade da Administração. Desta maneira, desde o primeiro momento se devem comunicar os objetivos do projeto a todas as áreas, assim como convidá-las a compartilhar seus comentários, dúvidas e inquietações.

Envolvimento: um plano estratégico de smart city cria-se em conjunto com a Administração, devendo existir envolvimento mútuo para se conseguirem espaços de trabalho de qualidade em tempo e forma quando cada fase do projeto o requerer.

Expectativas: a elaboração de um plano inclui os conseguintes objetivos, ações e planejamento. Devem-se gerir corretamente as expectativas dos agentes envolvidos para assegurar que todos entendem o alcance final que se conseguirá.

Como avaliação final é importante destacar que a participação é chave, trate-se de empresas governantes ou dos próprios cidadãos. Não é suficiente definir um plano e pô-lo em prática, devem-se envolver as pessoas e cada um deve assumir suas responsabilidades. Estamos falando de iniciar diversas iniciativas nas quais haja prazos, custo e recursos envolvidos. É importante que tudo isso seja visível, assim como ter as expectativas claras e comunicá-las bem.

Setores relacionados
Repartições Públicas
Elena Antona

Director da Unidade de Negócio

Contato
Ana Izquierdo

Líder do Serviço de Estratégia

Contato

Pode interessar você…

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter mensal.