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Oportunidades do 5G para a indústria

Por Gregorio Recio, Gorka Riocerezo — 13 de junho de 2019

O 5G apresenta-se como o impulsor da hiperconectividade, da transformação digital e da economia do futuro

O 5G, como vimos em análises anteriores, é uma nova evolução tecnológica que marca o caminho para um sem-fim de produtos, serviços e aplicativos. A implantação do 5G vai mudar o nosso dia a dia em múltiplos campos, tornando possíveis ações que hoje ainda parecem ficção científica, mas no dia de amanhã serão um fato.

As tendências chave que mais vão depender e demandar do 5G são a realidade virtual e a realidade aumentada na nuvem. São dois ambientes que requerem o manejo de uma grande quantidade de dados e dispositivos com a capacidade de processar toda essa informação.

No dia de hoje há muitos programadores de realidade virtual e aumentada que se veem afetados em seus desenvolvimentos porque não encontram uma rede que suporte os aplicativos que estão fazendo. Aqui é onde o 5G se torna uma peça chave, abrindo a possibilidade de incorporar novos serviços e experiências de uso no dia a dia do usuário e da indústria. Oportunidades como a automatização dos alimentadores na energia conectada, os drones para segurança e inspeção, a transmissão ao vivo em UHD para redes sociais ou o assistente pessoal habilitado por inteligência artificial.

Existem muitos casos de uso do 5G em função das diferentes indústrias que podem ser envolvidas. Levando em conta as tendências do mercado e sua dependência do 5G, selecionamos as cinco oportunidades que consideramos mais relevantes e revolucionárias para a indústria:

 

1. Veículos conectados – Condução teleoperada autônoma e platooning

A ABI Research estima que haverá 60,3 milhões de assinaturas de veículos conectados ao 5G para 2025. O crescimento aumentará entre 2025 e 2030 devido aos ciclos típicos de substituição de veículos de 7 a 10 anos.

Trata-se de um dos grandes casos de uso que se veem na maioria dos experimentos com tecnologia 5G. Requer sua tecnologia não só pela quantidade de sensores que têm um papel chave mas também pela capacidade de comunicação do veículo com o ambiente, outros veículos ou os sinais de trânsito. A redução da intervenção humana direta exigirá uma maior necessidade de intercâmbio frequente de informação entre o sistema de controle do veículo e os sistemas back-end baseados na nuvem, uma série de padrões que ajam sobre a resposta do carro em tempo real.

As principais tendências tecnológicas que impulsionam a revolução da mobilidade (a condução autônoma, a mobilidade cooperacional, a manutenção preventiva e a coleta de dados de sensores) requerem uma conectividade segura, confiável, de baixa latência e de banda larga de qualidade.

Para ilustrar, a latência com 4G é de 50m, o que se traduz em que se um carro circular a 100km/h no momento em que um sensor detectar uma ordem antes de perceber o que tem de fazer, já terá percorrido um metro e meio. Sem dúvida, é uma distância intransponível em condições de segurança. Com o 5G, por sua vez, consegue-se uma latência inferior a um milissegundo, oferecendo o rendimento necessário tanto a velocidades em rodovia como em ambientes urbanos densos. Somente o 5G pode satisfazer todos estes rigorosos requisitos de conectividade proporcionando maior conhecimento da localização e permitindo a navegação de alta precisão graças a uma banda larga de qualidade e fluxos de baixa latência de outros veículos e infraestruturas viárias.

O mercado de automóveis conectados está pronto para uma transformação radical à medida que o papel da conectividade cresce, tornando-se um habilitador crítico de uma mobilidade mais segura e sustentável.

 

2. Indústria Smart – Controle de cloud-based wireless robotics

As conexões fixas ainda dominam quanto a volume de conexões de IoT industriais. Estima-se que o 5G deverá ver uma taxa de crescimento anual composto (CAGR) de 464% de 2022 a 2026.

Os principais avanços da indústria incluem movimentos para o lean manufacturing, a digitalização e uma maior flexibilidade nos processos de trabalho e produção. Nos últimos tempos a indústria também experimentou uma forte mudança a favor da Internet das coisas industrial (I-IoT).

Historicamente os fabricantes têm confiado nas tecnologias a cabo para seus aplicativos conectados. Soluções sem fios como Wi-Fi Bluetooth e WirelessHART foram abrindo espaço nas fábricas, mas estas soluções sem fios têm limitações de segurança e banda larga confiável. Um exemplo é os robôs coordenados de maneira isócrona (formato pêndulo) em tempo real requererem uma latência de rede de menos de 1ms, a qual só está ao alcance do 5G.

Os benefícios esperados para a indústria com a chegada do 5G são o aumento da produtividade (através de robôs colaborativos e óculos de realidade aumentada que guiem os operários) a redução do down-time e os custos de manutenção (através de um monitoramento contínuo ou machine learning) e a redução de custos de inventário e logística.

No final de 2017, havia 18 milhões de conexões de monitoramento baseadas em condicionantes em todo o mundo; estima-se que para 2025 a cifra aumentará para 88 milhões. O mesmo acontecerá com a quantidade de robôs industriais fornecidos em todo o mundo, que crescerá de 360.000 a 1,05 milhões. Em todo caso, se as empresas manufatureiras quiserem aproveitar ao máximo a oportunidade do IoT industrial, devem implementar uma solução de ponta a ponta que cubra a cadeia de fornecimento, a planta de fabricação e todo o ciclo de vida do produto.

 

3. eHealth – Diagnóstico e tratamento remoto

Espera-se que o investimento no mercado da saúde inteligente supere os 230 bilhões de dólares para 2025. O 5G proporcionará a conectividade para uma proporção cada vez maior desse investimento.

Junto aos veículos conectados, o eHealth é um dos âmbitos com maior futuro. Nos últimos 5 anos tem havido uma crescente adoção de tecnologias com conexão sem fios em dispositivos médicos. Os profissionais da saúde começaram a integrar soluções remotas para o diagnóstico através de áudio/vídeo, a cirurgia e a supervisão da saúde (telemedicina) utilizando dispositivos portáteis ou usáveis.

O diagnóstico remoto, como a endoscopia sem fios ou a ecografia, depende da interação entre o terminal do dispositivo e o paciente. A sensibilidade da ação do médico requer uma rede com latência mais baixa do que a disponível atualmente.

O eHealth dispõe de muitíssimas aplicações, como no caso da terceira idade.Na Espanha, mesmo a população que supera 65 anos de idade que em 1960 representava 82% do total agora beira 19%. Em 2031 disparará para 262%, embora em algumas regiões como Astúrias já tenham alcançado 25%.

De fato, a nível mundial a percentagem de população que tem 55 anos ou mais quase duplicará entre 2000 e 2030 passando de 12% para 20%. A Moody’s Analytics, baseada em dados da ONU, informou que alguns países (Reino Unido, Japão, Alemanha, Itália, Estados Unidos e França) passarão a estar “superenvelhecidos“ em uns anos: 20% ou mais da população terá 65 anos ou mais.

Nesta conjuntura o setor da saúde tem a oportunidade de desenvolver um serviço de assessoria médica completamente personalizada que se complemente com sistemas médicos de IA dirigidos por médicos conectados por 5G. Em uma recente pesquisa B2B, a ABI Research descobriu que 42% dos pesquisados neste setor têm planos sólidos para implantação do 5G e estão convencidos de seu papel como habilitador de soluções de saúde avançadas.

A evolução tecnológica no campo da saúde está sendo impulsionada na América do Norte assim como nos mercados da Alemanha e no norte da Ásia. As aplicações emergentes incluem análises de dados baseadas na nuvem, assistentes médicos de inteligência artificial, comunicações de ambulâncias habilitadas com 5G e diagnóstico remoto.

 

4. Entretenimento em casa – Vídeo wireless UHD 8K e gaming na nuvem

Espera-se que o 5G admita uma experiência de jogo 4K receptiva e imersiva a 90 fps com uma latência de ponta a ponta de 10 ms em geral e uma latência de ponta a ponta de 1 ms para casos de uso que exijam uma latência extremadamente baixa.

Um dos primeiros casos de uso comercial para o 5G será o acesso sem fios fixo, que é um meio pensado para proporcionar acesso à internet a lares que utilizam tecnologia de rede móvel sem fios em lugar de linhas fixas. O acesso sem fios fixo ou WTTx (“wireless-to-the-x”) pode encurtar consideravelmente o período de implantação da rede sem necessidade de cavar buracos, colocar cabos de fibra ou instalar postes.

Com WTTx a telco pode proporcionar uma plataforma para uma série de serviços de valor agregado para o lar inteligente que se podem melhorar mediante a integração do assistente digital de inteligência artificial, a análise de agregação de dados e o desenvolvimento de aplicativos de software.

No final de 2017, as assinaturas de banda larga fixa chegaram a 854 milhões de lares, o que equivale a somente 44% das residências globais. Segundo o prognóstico, 350 milhões de lares poderiam potencialmente dispor de serviços de WTTx em 2020. Como vemos, as previsões em crescimento e eficiência são bastante favoráveis.

No mundo do home entertainment, as principais aplicações são a nível de rede, videovisualização, gaming e smart home. As aplicações de TV, jogos e domótica colocaram a empresa de telecomunicações no centro da casa inteligente, já que um vídeo de 8K com velocidades de dados de mais de 100 Mbps requererá uma banda larga proporcionada pelo 5G. Segundo os prognósticos, os preços mais baixos e os novos serviços de televisão UHD baseados em assinaturas atrairão metade dos usuários de televisão de todo o mundo a usar televisores 4K / 8K para 2020.

 

5. Smart City – Videovigilância habilitada por IA

A renda estimada de serviços de valor agregado no mercado da videovigilância de não consumo foi de 12 bilhões de dólares em 2017 e espera-se que cresça a 21 bilhões para 2025.

No dia de hoje as smart cities põem foco na videovigilância como uma vertical mais de seu modelo complementando a implantação de sensores. A videovigilância da cidade é uma ferramenta valiosa que não só melhora a segurança, mas também potencializa a produtividade das empresas e instituições.

A procura por videovigilância é impulsionada pela inovação na tecnologia das câmeras de vídeo e sobretudo por um armazenamento na nuvem que permita a coleta e a análise de dados em tempo real para prever situações não desejadas ou de risco. As câmeras de vigilância sem fios evoluindo a 4K Full HD na era 5G ampliarão os cenários de aplicações úteis e simplificarão a implementação.

As funções melhoradas das câmeras de videovigilância mais recentes como altas velocidades de frames, vídeo HD e WDR (Wide Dynamic Range, que permite captar imagens inclusive em condições de iluminação precárias) contribuirão para gerar um tráfego de dados novo e significativo. O tráfego HD requer 50 Mbps, mas pode superar os 120 Mbps para vídeo de 8K a 60 fps

Para a próxima geração de serviços de videovigilância, a cidade inteligente terá de se afastar do modelo comercial tradicional baseado em “implementar o sistema e entregá-lo”. Em vez disso, as cidades inteligentes migrarão a um modelo de videovigilância como serviço (VSaaS). Em VSaaS, a gravação e o armazenamento de vídeo e a administração e o monitoramento de hardware e serviços são dados aos usuários através da nuvem e são administrados pelo provedor do serviço.

Se fazemos referência aos dados na China, implantaram-se 180 milhões de câmeras para implementar a “Cédula do Bom Cidadão”, na qual as câmeras vêm com soluções de inteligência artificial (de momento “apenas” 20 milhões dos 180 tem incorporado IA) para “avaliar” o comportamento dos cidadãos e tirar-lhes pontos de sua cédula de cidadão.

 

Conclusões

Apesar de as primeiras oportunidades relacionadas com 5G surgirem para o setor telco, o setor corporativo tem de estar atento diante de qualquer menção de seus clientes aos casos de uso mencionados anteriormente.

Não obstante, o primeiro grande obstáculo será das companhias de telecomunicações, já que o desenvolvimento do 5G implica que as operadoras terão de fabricar as redes do futuro mais rapidamente do que nunca e com um impacto mínimo em seus processos de negócio.

A operadora necessitará de uma clara estratégia para melhorar suas redes de transporte atuais, que são as que sustentam as redes macros que levarão a grande parte do peso. Para este feito deverão migrar a um ambiente SDN e NFV como medida para reduzir as complexidades e custos de suas redes de transporte.

Estima-se que em 2025 haverá 80 bilhões de dispositivos conectados. A internet das coisas (IoT) aspira a conectar simultaneamente nossas casas, carros, relógios e cidades à rede; assim como a cobrir a crescente demanda de análise de dados em tempo real para prever e executar processos. É por isso que o 5G se apresenta como o impulsor da hiperconectividade, a transformação digital e a economia do futuro. O 5G será uma tecnologia chave para satisfazer as demandas e necessidades da sociedade conectada, assim como tornar realidade a digitalização do resto das indústrias.

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